COQUELUCHE: 6 VEZES MAIS CASOS EM SANTA CATARINA EM 2024. O QUE VOCÊ PRECISA SABER.

A coqueluche é uma doença infecciosa que afeta principalmente humanos e não tem reservatórios em animais. Ela é endêmica em todo o mundo e sua ocorrência nos Estados Unidos segue um padrão cíclico, ocorrendo um aumento a cada 3 a 5 anos. A doença é transmitida principalmente através de gotículas respiratórias que contêm a bactéria Bordetella pertussis. Isso acontece quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, especialmente nas fases iniciais e paroxísticas da doença. A coqueluche é bastante contagiosa e pode afetar mais de 80% das pessoas próximas a um paciente. No entanto, a transmissão através de objetos contaminados é rara. Após três semanas da fase paroxística, os pacientes geralmente não são mais contagiosos. A coqueluche é uma doença que pode ser prevenida com vacina, mas estamos vendo um aumento nos casos. Na década de 1980, a taxa de incidência era de cerca de 1 caso por 100.000 habitantes nos Estados Unidos. Em 2014, essa taxa subiu para cerca de 10 por 100.000, e em 2019, foi de 5,7 por 100.000. Esse aumento pode ser atribuído a dois fatores principais: Sem a proteção da vacina, esses indivíduos podem contrair a doença e, além disso, podem transmitir a bactéria para recém-nascidos, que são os mais vulneráveis e têm o maior risco de complicações graves e até morte. A coqueluche também pode ser severa em idosos e pacientes com doenças respiratórias prévias. Um surto de coqueluche não garante imunidade para toda a vida, porém, infecções em adolescentes e adultos previamente vacinados costumam ser mais leves. Como a doença se apresenta? A coqueluche começa com um período de incubação que dura de 7 a 14 dias, podendo se estender até 3 semanas. Durante esse tempo, a bactéria Bordetella pertussis invade a mucosa respiratória, causando um aumento na produção de muco. Inicialmente, o muco é líquido, mas depois se torna mais viscoso e espesso. A doença não complicada geralmente dura entre 6 a 10 semanas e se divide em três fases: Mesmo após a fase convalescente, a tosse paroxística pode persistir por meses. Isso geralmente acontece porque o trato respiratório ainda está sensível e pode reagir a irritações causadas por infecções do trato respiratório superior, como resfriados. Como se faz o diagnóstico? O diagnóstico é feito por meio de cultura, onde o objetivo é identificar a bactéria nas secreções respiratórias. Qual é o tratamento? Para bebês, pode ser necessário aspirar o excesso de muco da garganta para ajudar na respiração. Em alguns casos, pode ser necessário fornecer oxigênio, realizar traqueostomia ou intubação orotraqueal. Para evitar a tosse paroxística intensa, que pode causar falta de oxigênio, crianças gravemente doentes devem ser mantidas em um ambiente escuro e tranquilo, com o mínimo de perturbações. Os antibióticos são mais eficazes quando administrados durante a fase catarral, mas mesmo após a fase paroxística, eles são recomendados para ajudar a limitar a disseminação da doença. Também devem ser utilizados para tratar complicações bacterianas associadas, como broncopneumonia e otite média. Como podemos previnir? Vacinação: A vacina contra a coqueluche faz parte da vacinação básica para crianças. São administradas cinco doses da vacina acelular combinada contra coqueluche, difteria e tétano (DTaP) nos seguintes momentos: Este texto visa proporcionar uma visão abrangente acerca da tosse, ajudando os pacientes a entender melhor a condição e as possíveis causas deste sintoma tão prevalente. Caso tenha mais dúvidas ou queira agendar uma consulta, entre em contato. Assista também nossa entrevista sobre o tema.